quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Planeta terra, Brasil, 15 de Dezembro de 2011, há alguns anos-luzes de você.


Meu caro, amigo.

Sabe, hoje eu pensei em te escrever, em dizer que estou indo embora, que estou deixando pra trás tudo aquilo em que a gente sonhou e depositou tanto tempo de nossas vidas, que eu desistir de acordá-los, essa carta por começo seria apenas um simples e definitivo adeus.
Resolvi que seria destinada a você, já que no mundo, poucas pessoas entenderiam o que eu sinto, mas ao oposto delas você conhece bem aquilo que faz inflamar o peito, aquele aperto que nunca passa ao não ser quando se estar ali entre amigos, lutando, mesmo que de fato a nossa luta seja apenas interna e que não represente grande coisa de forma coletiva..
Mas são tantas coisas a fazer, tantas coisas e tantas pessoas a que obedecer que tudo vai ficando distante.. “Fé cega, Faca amolada”, Pois é, e a faca corta, corta bem ali aonde dói mais.. E a gente desisti, simples.
Eu sei, erramos também.. Mas se erramos foi por amar demais, porque querer demais o que parecia ser tão simples, foi por querer estar em paz e a maioria não liga pra isso, Astroboy.. Pois já perderam as esperanças de encontrar a sua própria paz e passam a depositá-la em algum Deus, em outras pessoas ou em coisas sem valor, e essa nossa luta parece que ofende, sabe? É, a felicidade sempre ofende.
Se viram contra nós, nos ferem, nos machucam e sangra, sangra muito.. E termina por ficar cansativo sempre levantar de cabeça erguida, e tenta novamente.. As vezes, você só quer se encaixar, vestir as assas de cera, e se atirar rumo aos prédios.
Como deve ser mais fácil ai do outro lado, não é?
Como você deve ri de tudo isso, aposto que se me concentrar posso até ouvir essa a sua gargalhada, sincera, otimista e séria, e só consigo pensa no quanto queria estar ai contigo e ver as coisas por esse lado também, queria te abraçar forte e sumir daqui.

Esse mundo não merece nossa tristeza,

meu caro Astroboy.


Continuo aqui sendo engolida pelo mundo e a sua espera..


A sempre sua,
Alice.


P.S: Estarei pontualmente ás 23:16 olhando pro céu na esperança de te ver brincar, vê se sorrir pra mim, preciso desse sorriso pra continuar sorrindo.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Desejo sem título



Acordar a teu lado,
com rostinho colado,
seus olhinhos ainda fechados
... é tudo de bom.

Afasta meus males,
Pesadelos fingidos
de noites mal dormidas.
De intrigas malditas,
de vinho tangido
na palma da mão.
Dou mil abraços,
com beijos roubados
e forró bailados
na base do chão.

Me faço pessoa,
me sinto leoa,
protegendo criação.

Acordo de novo,
lembrando do povo,
do rosto do moço,
daquela estação.

E bate a tristeza
de saber , sim , com certeza
o moço só fazia parte da minha imaginação.
Me finjo sereia,
com rosto na areia,
encima da pedra cantando canção.

Canção para o sono,
do sonho sonhado,
Do rapaz requintado que segurava minha mão.

Canto depressa,
Pois tenho pressa,
De terminar a novela
que nosso sonho passado
deixou no coração.

Fecho meus olhos,
respiro bem fundo,
pois no sonhos és meu mundo,
e sem você não existe complicação.
Te espero sentada,
porém, não calada.
em minha oração.

Sei que vou te ver,
e espero que assim seja,
Se não for no plano da realidade,
vou rezar para que um dia seja.

até logo, te encontro nos sonhos,
mais uma vez...
(Thiago Monteiro)

Poema que ele me deu, e que eu amei..
Odeio estrofes e rimas, mas.. Adoro a simplicidade com que ele escreve e acho que ele é uma das únicas pessoas que gosta desse blog aqui! haha.
Beijos, Thiaguito! (L)