segunda-feira, 26 de dezembro de 2011




Eu não me importo, se você não se importa.
Eu não me importo, se você não se importa.
Eu não me importo, se você não se importa.
Eu não me importo, se você não se importa.
Eu não me importo, se você não se importa.


Não, não adianta eu repetir isso, porque eu simplesmente ME IMPORTO!

Faço do teu corpo a minha gaiola.
Arranho-te pra marcar meu territorio,
Meu nome assinado com teu sangue coagulado..
Te abraço com as pernas
Na esperança de virarmos um só,
Juntos, grupados até o mundo virar pó.
Embalados nesse cheiro de suor..
E seguindo o nosso próprio compasso,
Ou melhor seria descompasso, do nosso ritmo cardíaco.
Faço do teu corpo a minha gaiola.
"Diz então que beijarias minha boca cheia de formigas.."

Essa frase me causa um súbito aperto no peito..
Só de imaginar que você pode ir embora eternamente já me causa arrepios, e uma estranha sensação de falta de ar acompanhada de uma palidez mórbida.. É mais ou menos o que eu sinto quando me abraças, e quando inutilmente luto contra meus próprios músculos para não te soltar, fico cansavelmente contraindo-os tentando te prender entre meus braços, mas eles contra a minha vontade relaxam e te deixam ir.. Sabe-se lá pra onde.. E eu fico aqui apenas cogitando uma forma de te algemar ao meu peito, de te prender com a minha cinta-liga e te fazer ficar..

"Diz então que beijarias minha boca cheia de formigas.."

Sim, eu beijaria.. Porque é só isso que eu também tenho a te oferecer..