As vezes me pergunto o motivo de estar ali, me passam mil coisas na cabeça, e em questão de segundos...
Tudo se aquieta e fico assim perdida sem resposta, sem nenhuma corda a que possa me agarrar pra tentar fugir do poço. Mas antes que eu possa sentir a água chegar ao pescoço você me sacode, pede atenção e eu finjo que sou capaz de fazer isso, tentando deixar as minhas queixas para outros minutos quando tiver novamente fora de mim.
Pra outros momentos como esse onde ela passa a comandar o barco, e eu fico apenas de co-piloto, servindo apenas para os momentos de emergência..
Opto por fechar a porta dos meus pensamentos e me trancar com minhas equações, onde a maioria delas resultam no infinito.. Mas será que sabemos onde isso irá terminar?
Será que fora eu e ela, algo mais se encontra dividindo o mesmo espaço?
Uma serviçal, com sotaque de aeromoça talvez, ou quem sabe uma dançarina de tango?
Está vendo os questionamentos? Olha ele de novo!
Sempre estão aqui, as vezes descansam enquanto eu durmo, depois se levantam a toda,
E me acompanham o resto do dia, pode notar a presença deles quando estão escritos no meu batom, e quando eu te beijo a boca eles passam pra ti, e quando te vejo indeciso a coçar a cabeça, riu.
Finjo que nada tenho a ver com isso! O problema é que finjo mal.
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# Eu sempre me considero pouca coisa, mesmo sendo muitas.
Algo pegajoso e insignificante, que lê revistas e de que nada entende sobre delas.. mas essa é apenas uma. #
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